LabGov.Rio: Crivella lança projeto do maior centro de inovação da América Latina

Obras, Social, Cultural | 07/10/2019

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    Prefeito Marcelo Crivella apresenta Labgov.Rio

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    Secretários participam de lançamento do projeto

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    Galpão onde será instalado o hub de tecnologia recebeu evento de lançamento

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    Tarquinio de Almeida, presidente da Cdurp, ressalta a importância do projeto para o desenvolvimento do Porto Maravilha

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    Plantas apresentam o projeto arquitetônico do Labgov.Rio

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    Galpão da Cdurp abrigará startups

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    Galpão na Avenida Pereira Reis abrigará Labgov.Rio

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, lançou no dia 7 de outubro o programa labGov.RIO, que vai criar o maior centro de inovação da América Latina, no Porto Maravilha. Em um galpão de 2,8 mil metros quadrados no Santo Cristo, cedido pela Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto (Cdurp), a Prefeitura criará um espaço com capacidade para receber até 144 startups, empresas com base tecnológica que desenvolvem soluções inovadoras em diferentes segmentos. Será criada também uma área de 1,4 milhão de metros quadrados, denominada Porto 21, para servir de laboratório ao ar livre (living lab). Nele os empreendedores terão facilidades para poder testar suas ideias e invenções.
 
“Nós sabemos que o mundo caminha para os aplicativos, para a gente resolver os problemas de maneira digital. Não só na indústria, no comércio, nos serviços, mas em todo campo. É a fronteira do futuro. E a Prefeitura do Rio está disponibilizando para as startups um local no Porto Maravilha, onde elas vão receber demandas, não só da Prefeitura, como também da iniciativa privada”, afirmou Crivella, que se mostrou otimista quanto ao futuro do novo centro de inovação da cidade. “O que fizer sucesso no Rio vai ter mercado em todo o país. O Taxi.Rio é um exemplo. Esse aplicativo foi implementado em quase todas as capitais do Brasil e também em outras cidades de médio e grande porte. A nossa esperança é que o labGov.RIO, com essa extraordinária capacidade tecnológica que temos na cidade,  possa ser um passo muito importante nessa direção”, complementou.
 
A Prefeitura do Rio investirá R$ 2,5 milhões para transformar o galpão no Santo Cristo em espaço voltado à inovação. A estrutura terá fibra ótica para internet de alta velocidade, fornecida pelo IplanRio, salas de reunião, local para eventos e um espaço de co-working com 752 posições de trabalho. Tudo isso com o objetivo de gerar novos negócios, investimentos e empregos. O local será gerido pela Fomenta Rio, empresa de capital misto criada pela prefeitura, em parceria com o IplanRio e o Centro de Operações Rio (COR). Tarquinio de Almeida, presidente da Cdurp, falou da importância do projeto para a cidade: "Em um espaço de tempo breve teremos a cidade do Rio de Janeiro despontando entre as 50 maiores capitais do mundo que mais investem em tecnologia e sustentabilidade. Com um gasto pequeno e um retorno imenso. O prefeito Marcelo Crivella está de parabéns porque nos ajuda com mais um indutor do progresso na região do Porto Maravilha".
 
“Vamos realizar chamamentos públicos para selecionar tanto as startups quanto a empresa que contrataremos para fazer a gestão do local. Teremos um ambiente repleto de empreendedores, pesquisadores, cientistas, desenvolvedores e, também, investidores. Ou seja, todos aqueles que gravitam em torno do ecossistema da inovação”, explica o diretor de inovação da Fomenta Rio, Leonardo Soares, que está à frente do projeto com o diretor do IplanRio, Júlio Urdangarin. As empresas serão convidadas a participar do projeto da seguinte forma: serão criadas 12 áreas de atuação, chamadas de verticais. A iniciativa privada pagará uma cota mensal de R$ 70 mil para escolher o tema a ser trabalhado e manter no galpão as equipes que vão buscar a inovação na área proposta. “As empresas já fazem investimentos em inovação internamente, mas gastando mais e sem a interação proposta pela Prefeitura”, defendeu Leonardo Soares.
 
As startups terão acesso a mentorias (ferramentas de desenvolvimento profissional, nas quais pessoas mais experientes ajudam outras menos experientes em determinado ramo), consultorias financeiras e tudo o que precisarem para transformar suas ideias em empresas lucrativas e geradoras de emprego e renda. “A Iplan, como empresa de tecnologia da prefeitura, vem desenvolvendo iniciativas como essa, e o taxi.rio nasceu assim, num modelo de startup. O objetivo desse projeto é que a cidade seja um grande laboratório vivo de soluções, que vão sair daqui e beneficiar o cidadão”, afirmou Júlio Urdangarin.
 
O projeto ainda tem como objetivo absorver os empreendedores sociais das comunidades do entorno do galpão. Eles passarão por processo de inclusão digital e terão oportunidade de inovar em seus negócios. E como a inovação está diretamente ligada à criatividade, o labGov.RIO ainda terá espaço lúdico para relaxamento e inspiração, ao lado de uma área de alimentação. O passeio Ernesto Nazareth terá um local de convivência, com área de paisagismo, para momentos de descontração e interação entre os participantes do projeto. Cada empresa que for criada dentro do projeto terá que entregar 3% de sua participação societária para à Fomenta, outros 3% para a empresa que pagou pela sua manutenção no espaço e 2% para a gestora do espaço, a ser escolhida por chamamento. Essa divisão faz parte do plano de negócios do labGov.RIO para que o projeto seja sustentável, podendo, inclusive, ser lucrativo.

Com texto da Prefeitura do Rio | Fotos Marco Antonio Rezende - Prefeitura do Rio