Porto Maravilha para Morar e Trabalhar

Obras, Mobilidade | 11/11/2015

Grandes empresas e investidores do ramo imobiliário participaram de ciclo de palestras no dia 10 de novembro na sede da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp) para entender e vender melhor o fenômeno Porto Maravilha.  Presidente da Cdurp, Alberto Silva abriu o debate ilustrando o caso da Região Portuária:  “Quando vocês vendem um imóvel em Botafogo não precisam explicar o que o bairro tem de atrativo. Aqui, área que ficou muito tempo esquecida e ainda em transformação, a contextualização é necessária neste momento de crescimento de empreendimentos imobiliários”.

Da esquerda para a direita: Sérgio Lopes e Alberto Silva ( Cdurp) e Flávia Barbieri (Sebrae) apresentaram painel sobre transformação urbana, cultural, econômica e imobiliária da região

O primeiro painel, apresentado pela diretora de Administração da Tishman Speyer, Ana Carmen Alvarenga, teceu panorama do cenário do desenvolvimento imobiliário na Região do Porto Maravilha desde os primeiros passos para a estruturação do processo da revitalização, em 2009. Representante de empresa que apostou na área e tem no momento três grandes projetos em andamento - Port Corporate, lançado; Pátio da Marítima, em construção; e Lumina Rio, residencial já licenciado -, Ana Carmen falou sobre o ineditismo do projeto e das empresas que participam da operação. “Nós chegamos ao Porto no início. Acreditamos no potencial do desenvolvimento e trouxemos projetos de qualidade. Conseguimos enxergar além do cenário de degradação, algo que somente agora a cidade está começando a ver com a entrega das primeiras grandes obras”, detalhou.

Em seguida, Alberto Silva falou sobre Transformações Urbanísticas e Culturais da Região Portuária, descrevendo como a operação vai além das obras ao reintegrar os bairros revitalizados à cidade. Diretor de Administração e Finanças da Cdurp, Sérgio Lopes apresentou marcos do desenvolvimento imobiliário. Flávia Barbieri, gerente de Projetos do Sebrae/RJ, radiografou o perfil de negócios locais e mapeou oportunidades que vão redesenhar a ocupação comercial e residencial do Porto.

Sérgio Lopes define o encontro como produtivo em termos de resultados, mas também inusitado. “Conseguimos reunir em uma mesma sala 60 profissionais das maiores empresas do Rio. Concorrentes sentados lado a lado atraídos pelo debate sobre a proposta inusitada do desenvolvimento imobiliário: morar e trabalhar na região central”, avaliou o executivo. “Os novos conceitos de urbanismo e ocupação estão se tornando mais evidentes para a cidade. Importante que o público que vende o Porto seja qualificado para informar isso. O encontro gerou desdobramentos relevantes. Fechamos iniciativas de apoio a essas empresas para oferecer material informativo, atualização de projetos e trocas frequentes”, explicou.

Após o seminário, o grupo de profissionais participou de visita guiada às obras para ver de perto as transformações nos bairros da Saúde, Gamboa e Santo Cristo. O consultor de imóveis Yuri Chuva aproveitou para colher informações e vender o produto Porto Maravilha melhor aos clientes. “Já recebemos muitos clientes interessados em vir para cá. Eu procurei entender como está a região e as políticas fiscais para atender esta demanda crescente”, diz ele, ao lado de outros seis colegas da mesma empresa no evento.

Profissionais do mercado imobiliário participaram de visita ao Porto Maravilha

Durante a visita, alguns admitiram caminhar pela primeira vez na região. O consultor Vinicius Bandeira disse que só passava de carro pelas ruas do bairro com histórico de degradação por décadas. A colega de trabalho Elizabeth Costa, que trabalhou na Avenida Barão de Tefé há 10 anos, encontrou cenário totalmente diferente. Voltou agora para ver de perto as mudanças. “As perguntas sobre o porto aumentaram. E eu acho que, nesta reta final, cada vez mais empreendimentos surgirão. Eu já vinha estudando a região e agora estou aqui pessoalmente, sentindo o que está acontecendo de fato”, justificou Elizabeth Costa.

Texto: Bruno Bartholini | Fotos: Bruno Bartholini e Helena Soares