PREVENÇÃO A AIDS NA CENTRAL DO BRASIL

Obras, Social | 30/11/2011

Cariocas poderão fazer teste anti-HIV e participar de ação educativa nos próximos dias 1º e 2 de dezembro na Central do Brasil. A campanha Fique Sabendo, iniciativa da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, marcará a passagem do Dia Mundial de Luta Contra a Aids. Para a prevenção e a eficácia do tratamento das pessoas diagnosticadas como soropositivas, é fundamental o rápido acesso ao diagnóstico. A localização estratégica da movimentada estação da Região Portuária, por onde circulam 500 mil pessoas por dia, motivou a escolha para a ação.

O evento será na estação ferroviária será das 8h às 18h e contará com uma sala de coleta de material para exames. A organização reservou uma sala própria para orientações específicas, de acordo com cada caso e seus resultados. "Para conquistar maior adesão, a campanha terá um vagão 'vestido' com uma camisinha gigante, onde serão distribuídos preservativos. Quem passar por lá poderá ter acesso a informativos sobre prevenção às Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids", explica Denise Pires, responsável pela Gerência de DST/AIDS, Sangue e Hemoderivados da secretaria, que promove a ação.

Segundo o Ministério da Saúde, até junho de 2011, foram registrados 608.230 casos no País. Somente no Estado do Rio de Janeiro foram notificados 70.656 casos desde o início da epidemia, em 1982, até 30 desetembro de 2011. A capital e parte da Região Metropolitana são responsáveis por 75% desses casos.

Aumenta a incidência entre mulheres

Números fornecidos pela Secretaria de Estado de Saúde indicam que, entre os casos notificados no Estado do Rio, 67,2% são homens e 32,8% são mulheres. A proporção de mulheres aumentou e, nos últimos anos, foram identificados menos de dois casos masculinos para cada caso feminino. Entre os mais jovens, a proporção de mulheres é igual a de homens desde 1999. Nos menores de 13 anos, a principal forma de contaminação é a transmissão de mãe para filho.

As taxas de incidência de Aids são maiores no grupo etário de 30 a 39 anos, tanto em homens quanto em mulheres. Entre os homens, desde 1998, o número de casos novos em heterossexuais é maior que o de homossexuais. Entre as mulheres, a categoria predominante é a heterossexual. O uso de drogas injetáveis é apontado como responsável pela infecção em 5% e 2,8% dos casos, respectivamente, em homens e mulheres.

Toda mulher grávida tem o direito de fazer o teste anti-HIV no pré-natal. O cuidado é essencial à prevenção da transmissão do vírus da mãe para o bebê. Fazendo o tratamento recomendado durante a gestação, no parto e no pós-parto, as mães soropositivas aumentam as chances de evitar a transmissão para seus filhos.

A mortalidade por Aids apresentou tendência de queda até 2005, quando a taxa ficou estável, com cerca de 1.500 mortes por ano. As mais recentes estatísticas, de 2009, registraram 11 mortes por cada grupo de 100.000 habitantes.

Foto: Mauricio Bazilio/SES.

Última atualização: 30/11/2011

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