Do Rock à Arte Contemporânea

Obras, Cultural | 23/07/2014

Oito projetos de restauro na Região Portuária receberão mais de R$ 3 milhões - até R$ 400 mil cada - da Prefeitura do Rio para investir em recuperação de imóveis privados. Pela proposta, a área ganha novos pontos de comércio, galeria de arte, albergues, residências e centros culturais. A iniciativa é do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH) e da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp), parceiros no edital de apoio para estimular proprietários de casarões tombados e preservados a acompanhar o processo de revitalização. Vencedores apresentaram propostas diversificadas, contempladas pelo Porto Maravilha Cultural no Programa de Apoio à Conservação do Patrimônio Cultural dos bairros da Saúde, Gamboa e Santo Cristo (Pro-Apac Sagas).

O Rock N' Hostel ocupará espaço hoje fechado na Rua Senador Pompeu. Há pouco mais de dois anos, Guilherme Borrel fechou a gráfica que deixou de ser um bom negócio após 21 anos de impressões. Baterista, resolveu abrir um albergue temático. A música, claro, guiará a decoração. "Minha ideia é criar um point na Região Portuária para músicos e amantes do som se reunir, trocar ideias e curtir shows mesmo sem se hospedar no albergue", projeta.

Após o lançamento do edital, Borrel convidou os arquitetos Matias Baumann e Ricardo Vergara para tocar o projeto. Para Baumann, restaurar o imóvel significa participar da revitalização da área: "É a preservação do espaço urbano da região. A prefeitura está fazendo um ótimo trabalho ao incentivar os proprietários a acompanhar o Porto Maravilha".

Há 26 anos no Rio, a Galeria de Arte Metara, com unidades em Ipanema e Centro, escolheu a Rua Sacadura Cabral para abrir a terceira casa na cidade. Desde que comprou o imóvel em 2008, a artista plástica Susi Cantarino o mantém fechado. A ideia de levar a Metara para a o Porto Maravilha surgiu com o avanço das obras e a promessa de progressos na infraestrutura. "Acho (o projeto) excelente. Temos exemplos de belos portos pelo mundo, como Belém, Buenos Aires e Tel Aviv. Todos funcionam muito bem e são, pelo menos, polos de atrações culturais e gastronômicas. Já era hora de o Rio de Janeiro ter o seu", justifica Cantarino.

Elaine Fachetti, arquiteta responsável pelo projeto, explica que a galeria terá salas de exposição e acervo, espaço de palestras e área administrativa: "Toda a fachada será recuperada. Faremos uma reforma estrutural e de instalações que prevê a manutenção do primeiro pavimento com acréscimo de mezanino e recuperação de área externa no fundo do imóvel para melhoria da ventilação e iluminação".

Texto e fotos: Bruno Bartholini / Imagens: Divulgação

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