Projeto Porto Maravilha

Museu do Amanhã

ANTES DEPOIS

Com projeto de arquitetura concebido pelo renomado arquiteto espanhol Santiago Calatrava, o museu é uma das âncoras da área cultural do Porto Maravilha. O espaço será dedicado às Ciências, mas terá formato diferente dos museus de História Natural ou de Ciências e Tecnologia já conhecidos.

O Museu do Amanhã será um ambiente de experiências que permitirá ao visitante fazer escolhas pessoais, vislumbrar possibilidades de futuro, perceber como será a sua vida e a do planeta nos próximos 50 anos. O espaço vai explorar variedades do amanhã nos campos da matéria, da vida e do pensamento, além de debater questões como mudanças climáticas, crescimento e longevidade populacionais, integração global, aumento da diversidade de artefatos e diminuição da diversidade da natureza. Será um museu para que o homem possa trilhar o caminho do imaginário e realizar, de forma mais consciente e ética, suas escolhas para o futuro.

Museu do Amanhã

O Museu do Amanhã é uma iniciativa da Prefeitura do Rio de Janeiro e da Fundação Roberto Marinho, com o Banco Santander como Patrocinador Master e o apoio do Governo do Estado, por meio de sua Secretaria do Ambiente, do Governo Federal, por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), e da Secretaria dos Portos. São ainda instituições parceiras do Museu do Amanhã, sob diferentes aspectos, o Smithsonian Institute e a California Academy of Sciences, dos EUA; o Parc de La Villette, da França; o Worldwatch Institute e o World Resources Institute; e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

A curadoria do Museu do Amanhã é do físico e doutor em cosmologia Luiz Alberto Oliveira, que contou na fase de concepção curatorial com a parceria do jornalista e professor de Cultura brasileira Leonel Kaz. A direção artística é de Andrés Clerici e a concepção museográfica, do designer americano Ralph Appelbaum.

Para estruturar o conteúdo do Museu, Luiz Alberto Oliveira explorou três eixos narrativos. O primeiro é o da polaridade entre as Ciências Cósmicas (que lidam com sistemas demasiado grandiosos ou diminutos) e as Ciências Terrestres (todas as demais, incluindo a Biologia e as Humanidades). O segundo eixo aborda três dimensões da existência terrestre: a história das formações da Matéria; os desdobramentos da organização da Vida e a emergência do Pensamento. Estes domínios serão explorados segundo quatro grandes tendências que, em escala planetária, definirão nosso futuro comum: mudanças climáticas, aumento da população e da longevidade; crescente integração econômica, social e comunicacional; e multiplicação e diversificação dos artefatos, paralela ao decréscimo dos biomas. O terceiro eixo, enfim, enfatiza comportamento humano e Ética.

Como uma das âncoras do Porto Maravilha, o Museu do Amanhã será erguido no Píer Mauá, em meio a uma grande área verde. Serão cerca de 30 mil m², com jardins, espelhos d'água, ciclovia e área de lazer. O prédio terá 15 mil m² e arquitetura sustentável. O projeto arquitetônico, concebido por Calatrava, prevê a utilização de recursos naturais do local - como, por exemplo, a água da Baía de Guanabara, que será utilizada na climatização do interior do Museu e reutilizada no espelho d´água. No telhado da construção, grandes estruturas de aço, que se movimentam como asas, servirão de base para placas de captação de energia solar. Com isso, o Museu do Amanhã vai buscar a certificação Leed (Liderança em Energia e Projeto Ambiental), concedida pelo Green Building Council (USGBC).

Museu do Amanhã

Museu do Amanhã

A construção do Museu do Amanhã está incluída no conjunto de obras da prefeitura realizadas pela Concessionária Porto Novo, na maior Parceria Público-Privada (PPP) do país. Assim como as demais intervenções do Porto Maravilha, o projeto orçado em R$ 215 milhões será custeado pela venda dos CEPACs (Certificados de Potencial Adicional de Construção) - sem recursos do tesouro municipal. O Museu conta ainda com investimento de R$ 65 milhões do Banco Santander, seu patrocinador master.

POR DENTRO DO MUSEU

Percurso central: Cosmos, Contexto, Antropoceno e Amanhã. Dentro da nave central do Museu, o conteúdo estará dividido em quatro grandes áreas: o Cosmos, o Contexto, o Antropoceno e o Amanhã. Mas, antes mesmo de entrar no prédio, no pátio que se abre para a Praça Mauá, o visitante se depara com frases que, compondo um grande mosaico, antecipam as questões principais do Museu: "O amanhã não é uma data, não é um lugar. O amanhã é uma construção". Em seguida, já na entrada, vídeos exibem depoimentos de cientistas, artistas e pessoas comuns sobre o amanhã e telas mostram inventos que, em suas épocas, abriram caminhos para o futuro.

Cosmos: O cosmos é o início de tudo. É também a porta de entrada para a jornada proposta pelo Museu do Amanhã. Nesse espaço, o público vai vivenciar uma experiência sensorial, que parte do vazio, passa pelo aparecimento da matéria, do espaço e do tempo e chega ao surgimento do homem e do pensamento.

Museu do Amanhã

Contexto: Recursos expositivos diversos levam o visitante a explorar os fatores e os fenômenos naturais do planeta e a compreender como eles influenciam as mudanças climáticas e os ciclos da vida. Logo na entrada da área, a Terra é apresentada da perspectiva de um astronauta, reforçando a sensação de que, pela primeira, tomamos consciência de nossa casa como um todo. A organização dos ecossistemas, a estruturação do DNA, a formação da biodiversidade e o processo evolutivo do cérebro também serão temas de instalações e ambientes multimídia.

Museu do Amanhã

Antropoceno: Este momento do percurso será dedicado a pensar o hoje, suas características e seus sintomas: a expansão planetária, o crescimento das cidades, o aumento do consumo, a explosão do conhecimento, a transformação dos ambientes naturais. Grandes telas vão exibir notícias ao vivo (selecionadas de canais de TV, sites de observação, etc.) sobre temas concernentes às ações do homem sobre o planeta. As instalações e experiências dessa área levam o visitante a tomar consciência do papel que desempenha na atualidade.

Museu do Amanhã

Amanhã: Na quarta área do percurso central do Museu, o Amanhã surge como um entrelaçamento de cinco tendências: mudanças no clima; aumento da população e longevidade; integração e diversificação crescente de pessoas, povos e regiões; crescimento do número, variedade e capacidade dos artefatos; diminuição da biodiversidade. O ambiente conduzirá a uma reflexão sobre a forma como vivemos. Nossas ações são sustentáveis? Em projeções, instalações e jogos interativos, será possível medir o impacto das escolhas do homem sobre o clima, os ecossistemas e as sociedades. No espaço intitulado Amanhãs que Queremos, o visitante será levado a imaginar um futuro no qual as relações de convívio sejam mais próximas e amigáveis.

Museu do Amanhã

Galerias laterais:
Linha do Tempo e Linha da Forma e Estrutura. Nas galerias laterais do Museu, estarão expostas uma Linha do Tempo e uma Linha da Forma e Estrutura. A primeira conta a história do planeta, do surgimento do universo até o aparecimento da linguagem e das diferentes línguas. Na galeria oposta, uma Linha da Forma e Estrutura traz detalhes sobre as formas de organização da matéria, da vida e do pensamento.

Encerramento do percurso:
Convivência e Sustentabilidade. A seção chamada Convivência e Sustentabilidade fecha o percurso do Museu do Amanhã. Recursos expositivos farão com que o público visualize as diversas experiências vivenciadas e saia do Museu consciente de que faz parte do processo de construção do futuro.

Museu do Amanhã

Vista do Belvedere:

Espaço de convergência da nave central com as duas galerias laterais, o belvedere coloca o visitante diante de uma panorâmica da Baía de Guanabara, ecossistema alterado diretamente pela ação humana. Nas duas rampas da saída, recursos midiáticos exibem informações sobre práticas que promovem a saúde ambiental da Baía e sobre ações que buscam fazer do Rio um lugar de convívio mais relacional. Por fim, nos jardins, áreas florestadas representam os dois mais importantes ecossistemas do Rio de Janeiro: a mata atlântica e a restinga. Além dos espaços que serão ocupados pela mostra permanente, o Museu terá a Sala de Exposições Temporárias; o Centro de Referência Profissional do Amanhã, para aconselhamento, recrutamento e capacitação de estudantes e profissionais que desejam se dedicar à ciência, à tecnologia e à inovação; e o Observatório do Amanhã, onde serão exibidos os resultados das últimas pesquisas sobre fenômenos naturais e sociais do planeta. Haverá ainda um auditório, uma cafeteria e uma loja.

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Última atualização: 02/2014