Prêmio Porto Maravilha Cultural

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A primeira edição do Prêmio Porto Maravilha Cultural contemplou 34 projetos com atividades na Região Portuária. Ao todo foram R$ 3,8 milhões distribuídos a ideias de pessoas Física e Jurídica. Cursos, shows, oficinas, festas, publicações e documentários compõem a lista de atividades que movimentam a área. Muitos dos projetos são contínuos e permanecem movimentando a cena cultural da região.

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Ancestrais do Valongo, Centenário de Abdias Nascimento

Abdias Nascimento trabalhou em diversos campos culturais - teatro, literatura, artes plásticas e filosofia -, políticos e sociais para vencer os estereótipos que apresentam o povo negro como subalterno e para demonstrar o seu protagonismo, mesmo escravizado, como criador de cultura e conhecimento. Fundou o Teatro Experimental do Negro, o projeto Museu de Arte Negra e o Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-brasileiros (Ipeafro) com o objetivo de aprofundar e abrir espaços para a celebração da memória e herança africana. Se estivesse vivo, Abdias completaria 100 anos no dia 14 de março 2014. O Instituto de Pesquisas e Estudos Afro Brasileiros (Ipeafro) e o programa Porto Maravilha Cultural celebraram o centenário com evento no Cais do Valongo e no galpão Docas Dom Pedro II, o Galpão da Ação da Cidadania. Nos dias 14 e 15 de março, mesa redonda, cerimônia inter-religiosa e apresentações culturais de tradição africana como samba, jongo e capoeira relembraram as ações do ativista. Produtor: Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-brasileiros (Ipeafro)
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Oficinas de História na Zona Portuária

O Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos (IPN) acredita que todo patrimônio, seja ele Material ou Imaterial, precisa ser reconhecido pela população para que seja valorizado e respeitado como tal. As Oficinas de História no IPN e as Oficinas de História a Céu Aberto, com o apoio do Prêmio Porto Maravilha Cultural, pretendem contribuir para esta socialização, atraindo alunos dos ensinos Médio e Superior, professores, profissionais do turismo, moradores da localidade e da cidade, turistas e outros interessados. Oficinas - Patrimonialização da Cultura Afro-brasileira na Zona Portuária.  - Cosmogonia Africana, a Visão de Mundo do Povo Yorubá - História do Mercado de Escravos do Rio de Janeiro - Escravidão, Leitura de Imagens - História da África através de Imagens - Mídia, Racismo e Educação  - História de Mulheres Incríveis - A Mulher e o Sagrado parte I e II - História Indígena - História dos Pretos Novos - Hospital de Escravos da Imperial Fazenda Santa Cruz - Como Trabalhar com os ?Pretos Novos? na Sala de Aula - Oficina: Religiosidade Brasileira - História da Zona Portuária - Memória e Patrimônio no Contexto da Sóciomuseologia - Cultura Material Afro Religiosa e A Arqueologia da Diáspora Africana  - Igrejas de Negros  - Conto de Tradição Oral Africana e Afrobrasileira - Contos de Tradição Indígena - Tupinambá e Karipuna  - As nações de angola na era do trafico negreiro para o Valongo: 1780/1830  - As nações do congo na era do trafico negreiro para o Valongo: 1780/1830  - As nações da costa da mina na era do trafico negreiro para o Valongo: 1780/1830 - As nações de Moçambique na era do trafico negreiro Para o Valongo: 1780/1830  - Oficinas a Céu Aberto  - Caminho da escravidão - Memória e Patrimônio da Zona Portuária Produtor: Instituto Pretos Novos  Corpo técnico Coordenador do Núcleo Julio Cesar Medeiros - Professor Doutor em história da Ciência e da Saúde pela Fiocruz  Diretores da Divisão de Ciências Sociais Carla Nogueira Marques - Profª. doutoranda em Políticas Públicas e Formação Humana - PPFH/Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj ) Simone Pondé Vassallo - Doutora em Antropologia Social pela Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales de Paris Diretores da Divisão de História Social Cláudio de Paula Honorato - Professor mestre em História Social da Universidade Federal Fluminense (UFF) Reinaldo B. Tavares - Mestre em Arqueologia, Professor de História Social Elaine C. Marcelina Gomes - Mestre em História Social Diretor da Divisão de Arqueologia  Reinaldo B. Tavares - Mestre em Arqueologia Professores e pesquisadores convidados Oscar S. Moyae - Mestre em Políticas Públicas e Formação Humana da UERJ Marcelo Monteiro - Presidente Centro de Tradição Afrobrasileira (CETRAB) e diretor do Instituto de Pesquisa Pretos Novos Carlos Eugênio Líbano Soares - Pós-doutorado em Arqueologia Histórica da UFRJ Cristiane Pantoja - Papiõn Karipuna Claudia Marques - Encantadora e contadora de Histórias, mestre em Literatura e escritora Pamela Cristina (Alemap Ororo) - Contadora de História, orgamista, artista plástica escritora Cronograma De 11 de março a 28 de novembro Confira calendário mês a mês (sujeito a alterações)  Centro Cultural José Bonifácio (Rua Pedro Ernesto 80), Instituto Pretos Novos (Rua Pedro Ernesto 32) e em roteiros pela Região Portuária e Centro. http://www.pretosnovos.com.br  www.facebook.com/institutopretosnovos
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Providência Sustentável

O projeto recebe crianças de 10 a 16 anos na Praça Américo Brum, Espaço Nova Aurora, Morro da Providência, para atividades que discutem sustentabilidade, incentivando jovens a entender o seu papel na produção do lixo. As oficinas do Prêmio Porto Maravilha Cultural são aos sábados, com duração de duas horas casa e um tema por mês. Produtora: Aline Mendes da Silva A partir de março  Praça Américo Brum, Espaço Nova Aurora, Morro da Providência
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Arte arteira da Tia Lúcia

Crianças da Região Portuária entre 5 e 10 anos de idade participaram de oficinas de arte e história oral com a Tia Lúcia. O projeto de valorização da cultura popular é conduzido por moradora da região para ensinar às crianças cantos de samba de roda e histórias da ancestralidade negra presente na área. As oficinas utilizam materiais recicláveis para a construção de brinquedos, pintura e teatro. Lúcia Maria dos Santos, 70 anos, é voluntária no Instituto Pretos Novos e reflete o espírito comunitário do bairro. A baiana já trabalhou em lavouras, faz quadros com material reciclável e organizou exposição com produção artística local. Cronograma Oficina de arte, turbante e contação de histórias 1ª turma: de 15 de fevereiro a 14 de março Locais: Praça da Harmonia (Praça Coronel Assunção, Gamboa), Instituto Pretos Novos (Rua Pedro Ernesto 32), Centro Cultural José Bonifácio (Rua Pedro Ernesto 80) e Vila Olímpica da Gamboa (Rua da União s/nº). Produtora: Lúcia Maria dos Santos
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Carnaval do B.E.M - Oficinas e atividades pré-carnavalescas do bloco Escravos da Mauá

O Bloco Carnavalesco Escravos da Mauá desfila na Região Portuária há 22 anos. Fantasias coloridas e a presença dos conhecidos pernas-de-pau animam a festa. O bloco articula projetos de sustentabilidade dos grupos locais que trabalham com a transformação social por meio da arte e da cultura. O desfile dos Escravos, uma semana antes do carnaval, ajuda a divulgar o trabalho dos grupos. O Prêmio Porto Maravilha Cultural apoiou oito oficinas de confecção de alegorias, figurinos e adereços e aulas de fotografia, capoeira e percussão africana. O prêmio apoiou também os três ensaios pré-carnavalescos do bloco, com apresentação da camisa e a música tema do desfile de 2014. Produtor: Associação do Bloco Escravos da Mauá (Associação do B.E.M) Carnaval de 2014
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Desfile dos blocos e bandas da Liga Portuária

Dezoito blocos carnavalescos fazem a festa da Região Portuária, valorizando o Carnaval, os blocos e as bandas da área. Em 2013, a Cdurp apoiou o desfile por meio do programa Porto Maravilha Cultural. Em 2014, a Liga Portuária promoveu nove desfiles a partir da conquista do prêmio. O primeiro desfile reuniu todos os blocos da Liga, que partiram da Praça Mauá rumo ao Santo Cristo. Produtor: Associação Recreativa e Cultural Liga de Blocos e Bandas da Zona Portuária da Cidade do Rio de Janeiro Carnaval de 2014
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Pedra que samba

A Pedra do Sal reúne semanalmente artistas e entusiastas que resistem culturalmente em verso e choro. O projeto apoiado pelo Prêmio Porto Maravilha Cultural produz curta-documentário que revela o entorno da área conhecida como Pequena África. Tributo à história e ao cotidiano, com o retrato de gestos e rostos dos moradores atuais, o filme etnográfico conduz o espectador por trajeto similar ao percorrido tantas vezes pelos africanos escravizados. A proposta é partir do Porto para a região ainda desconhecida para muitos, valorizando tanto o que ainda permanece intocável ao longo dos séculos quanto o que começa a mudar, por meio de abordagem sensorial. Depois de passar pela Praça Mauá, Sacadura Cabral e pelo Largo de São Francisco da Prainha, subir a Pedra do Sal e explorar as ruas do Morro da Conceição, o espectador retornará ao Largo de João da Baiana. Lá, em uma segunda-feira à noite, encontrará a famosa roda de samba. Produtora: Camila da Costa Aguiar Agustini