Prefeitura e Estado fecham acordo para revitalizar a Central do Brasil

Obras, Mobilidade, Social, Cultural | 07/08/2018

O prefeito Marcelo Crivella e o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, assinaram na terça-feira, 7 de agosto, convênio para a revitalização da Central do Brasil e seu entorno. O projeto prevê a transformação da estação mais famosa do País em um terminal multimodal de alto padrão, além da reurbanização da região, integrando a Central a espaços como o Palácio Duque de Caxias e o Campo de Santana. A revitalização está incluída no acordo de cooperação técnica já firmado entre a Secretaria de Estado de Transportes e a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), banco de fomento a políticas públicas. O complexo está inserido na área do Porto Maravilha, margeada pela Avenida Presidente Vargas.


Marcelo Crivella e Luiz Fernando Pezão assinaram convênio para revitalização da Central do Brasil 
"Técnicos do município e do Estado, com o apoio da Agência Francesa de Desenvolvimento, estão elaborando os projetos e vão realizá-los. A Central do Brasil é o ponto capital da cidade, que recebe todos os modais, com exceção das barcas, que ficam ligadas pelo VLT. É uma obra muito maior do que o valor econômico, porque quando as pessoas chegarem à cidade, vão encontrar um Rio de Janeiro remodelado", disse o prefeito.
O projeto, que também tem participação da Câmara Metropolitana do Rio de Janeiro, é executado em três fases: análise da situação atual e diagnóstico (etapa já concluída); produção de cenários e estimativa de custos; e estudo detalhado com plano de negócios. "Estamos tratando dos últimos ajustes com o Iphan, já que o prédio da Central do Brasil é tombado. O projeto, que prevê a construção de um shopping, vai ajudar na revitalização de toda a área do Centro do Rio de Janeiro. A ideia é tornar o local um espaço de integração não apenas modal, mas também social", afirmou Luiz Fernando Pezão.
Na busca de soluções para a execução da revitalização, foram promovidos três oficinas, com participação das concessionárias de transportes, como SuperVia e MetrôRio, e de diversos órgãos públicos e privados. Um quarto encontro está previsto para o próximo mês. A previsão é de que a conclusão do projeto seja apresentada em novembro. "A região da Central do Brasil tem uma vocação para a integração multimodal. Não há outro local que agregue tantos meios de transportes, empresas e passageiros. No entanto, trata-se de um espaço público congestionado, cuja reorganização é necessária", ressaltou o secretário estadual de Transportes, Rodrigo Vieira.
Ações de curto prazo
Entre os objetivos do projeto estão revitalizar a Central do Brasil por meio do tratamento do espaço público e da intermodalidade; facilitar o acesso à estação; estabelecer a Central como um polo de atividades, conectando os bairros do entorno; e valorizar a relação do edifício com a composição urbana, como o Palácio Duque de Caxias e o Campo de Santana.
"A Agência Francesa de Desenvolvimento já prevê ações preparatórias de curto prazo, como a implantação de sinalização e de comunicação visual para melhorar a informação aos passageiros, além da humanização da estação", explicou o diretor-executivo da Câmara Metropolitana, Paulo César Costa.
A estação
Na Central do Brasil, passam diariamente em média 600 mil passageiros. A estação é atendida por cinco linhas de trem suburbanos, duas linhas de metrô, um terminal de ônibus municipal, um terminal de ônibus metropolitano, uma linha de Veículo Leve sobre Trilhos e um teleférico (temporariamente fora de operação).
Segundo pesquisa sobre o perfil dos usuários da região, 66% circulam pelo local mais de quatro dias por semana, e 68% usam o comércio e os serviços da estação. Mais de 90% das viagens são motivadas por deslocamentos para o trabalho, mas apenas 17% dos passageiros usam o trem todos os dias da semana.
Com informações do Governo do Estado do Rio de Janeiro /  Fotos: Carlos Magno