Mais de três mil pessoas visitaram o Circuito da Herança Africana com o IPN em 2018

Social, Cultural | 07/12/2018

O Instituto Pretos Novos (IPN) divulgou balanço de mais um ano de visitas guiadas ao Circuito da Herança Africana. Entre abril e novembro de 2018, 3.011 pessoas fizeram o passeio, com pico de inscritos no último mês, quando 772 pessoas compareceram. A visitação ao IPN cresceu 11% em relação ao ano de 2017, atingindo 18 mil visitantes até o fim de novembro. Esse aumento se deve, entre outras coisas, ao crescimento da procura de escolas pelo passeio.
Diretora do IPN, Merced Guimarães comemora o marco dos 18 mil visitantes de 2018. E batalha para que a edição 2019 das visitas ao Circuito da Herança Africana aconteça. “Estamos muito felizes com a aceitação do público e a procura crescente. Fazemos isso no amor, sem recursos financeiros para pagar guia e outros envolvidos. É tudo no voluntariado. Temos esperança que no ano que vem haverá força para continuar esse trabalho importantíssimo para a preservação da memória negra da Região Portuária e do Brasil”, conta.

Grupo de estudantes ouve explicações sobre o Jardim Suspenso do Valongo
Circuito da Herança Africana
O IPN promove visitas guiadas ao Circuito Histórico e Arqueológico da Celebração da Herança Africana desde 2016. O encontro dura cerca de uma hora e meia e percorre locais importantes para a história da escravidão, não só os oficiais mapeados pelo decreto municipal: Largo de São Francisco da Prainha, Pedra do Sal, Mirante do Morro da Conceição, Jardim Suspenso do Valongo, Espaço Cultural Pequena África, Espaço Cultural Casa da Tia Ciata, Largo do Depósito, Cais do Valongo, Centro Cultural Municipal José Bonifácio e Cemitério dos Pretos Novos. O circuito foi reconhecido pelo Decreto Municipal 34.803 de 29 de novembro de 2011, após escavações arqueológicas do Porto Maravilha redescobrirem o Cais do Valongo, declarado Patrimônio Mundial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em 2017.

Pontos definidos pelo decreto que criou o Circuito da Herança Africana
Texto: Bruno Bartholini