Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira

| 09/11/2018

Criado para contar a história do Cais do Valongo, da escravidão e da cultura afro-brasileira, a instituição da Prefeitura do Rio ganhou nome definitivo no início da semana: Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira. A escolha do Conselho Consultivo atendeu às reivindicações dos movimentos em defesa da igualdade racial.


Cais do Valongo, parte do Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira, é ponto inicial de visita guiada gratuita
“Nosso museu é um museu de território que ultrapassa as fronteiras dos imóveis. Inclui todo o território da Pequena África, o próprio sítio arqueológico Cais do Valongo. Temos a sede administrativa no prédio do Centro Cultural José Bonifácio. Esperamos o Galpão da Ação da Cidadania para complementar o circuito expositivo. Hoje, na reunião que instituiu o Conselho Consultivo do museu, saímos em comum acordo, com a definição do nome Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira”, explica Vinicius Natal, diretor da instituição.
O marco de nascimento da instituição é 21 de março de 2017. A data faz referência ao Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em alusão ao Massacre de Sharpeville (África do Sul) de 1960. No ano passado, na data, o Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira ganhou sua primeira peça de acervo: um cadeado de senzala encontrado em fazenda no Município de Valença (RJ) do fim do século XIX, doado pelo pesquisador e conselheiro municipal de Cultura, Marconni Andrade.
Visita guiada pela Pequena África
Em homenagem ao Mês da Consciência Negra, o Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira promove, gratuitamente, visita mediada ao território da "Pequena África". O primeiro dia de roteiro aconteceu na sexta-feira, 9 de novembro, às 10h.
A caminhada começa no Cais do Valongo e termina no Centro Cultural José Bonifácio, na Rua Pedro Ernesto, Gamboa. O grupo tem a possibilidade de conhecer a Pedra do Sal, o Jardim Suspenso do Valongo, o Largo do Depósito e o Cemitério dos Pretos Novos, pontos do Circuito da Herança Africana.
Também haverá visitas nos dias 16, 23 e 30 de novembro, sempre às 10h. Interessados devem fazer a inscrição pelo e-mail mel.inscricao@gmail.com. São 20 vagas por cada dia. Para a caminhada, os participantes devem usar roupas confortáveis e levar água.

Texto: Clarice Tenório Barretto / Foto: divulgação Secretaria Municipal de Cultura