Museu do Amanhã conquista mais um prêmio mundial

| 01/10/2018

Pela segunda vez, instituição da Prefeitura do Rio vence LCD Awards, desta vez na categoria 'Soft Power, superando Louvre de Abu Dhabi e Museu de Vancouver

Ricardo Piquet, diretor presidente do Museu do Amanhã, e Florian Wupperfeld, fundador do LCD Awards
O Museu do Amanhã conquistou na sexta-feira, 28 de setembro, em Londres, o Leading Culture Destinations Awards 2018 – LCD Awards, prêmio britânico considerado o "Oscar dos Museus". Desta vez, o museu carioca, que virou ícone cultural do Brasil no exterior, foi o destaque da categoria "Melhor Organização Cultural do Ano para promoção de 'Soft Power'". Em 2016, o Museu do Amanhã já havia sido reconhecido como o "Melhor Novo Museu do Ano das Américas e Caribe". Mas desta vez figurou em categoria ainda mais ampla, superando concorrentes de peso como o Louvre de Abu Dhabi e o Museu de Vancouver.
O LCD Awards é o maior prêmio internacional concedido a instituições, organizações artísticas e cidades que se tornaram destinos culturais. Ricardo Piquet, diretor-presidente do Museu do Amanhã, que representou a instituição na cerimônia de premiação, ressaltou a importância deste reconhecimento para evidenciar o potencial do Brasil em influenciar e exportar conhecimento e cultura.
"Este é um importante reconhecimento não só para o Museu do Amanhã, mas para o Rio de Janeiro e para o nosso País. A premiação numa categoria tão importante como a de melhor organização cultural do mundo pela capacidade de provocar, engajar e influenciar positivamente a sociedade, ratifica nosso propósito de promover uma melhor relação com o nosso planeta e uma melhor convivência entre nós. Especificamente neste momento conturbado, de muita disputa e ódio entre extremos, num momento importante para o Brasil. Esta é a nossa contribuição para a promoção da cultura e do conhecimento científico, como instrumentos fundamentais para o amanhã que desejamos", afirma Piquet.
Entre outros fatores de reconhecimento, o LCD Awards destaca o modelo de gestão do Museu do Amanhã, sob responsabilidade do Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG), como exemplo nacional de gestão e autofinanciamento, enfatizando o caráter inovador do projeto, que é uma iniciativa da Prefeitura do Rio, concebida com a Fundação Roberto Marinho, tendo o Banco Santander como patrocinador máster.
'Soft Power' é uma expressão usada na teoria das Relações Internacionais para descrever a habilidade para influenciar indiretamente o comportamento ou interesses de outros por meios culturais ou ideológicos, como a gastronomia para França e Itália, e o cinema para os EUA, por exemplo. O termo foi usado pela primeira vez pelo professor de Harvard Joseph Nye, no final dos anos 1980.

Foto de divulgação (matéria) / Foto de Beth Santos (capa site)