Velo-City debate o uso de bikes em semana que laranjinhas voltam à Orla Conde

Mobilidade, Cultural | 15/06/2018

Fórum mundial promovido pela Federação Europeia de Ciclistas (European Cyclists Federation, ECF) em parceria com a Prefeitura do Rio, o Velo-City ocupou o Armazém 3 do Píer Mauá de 12 a 15 de junho para discutir o uso da bicicleta e suas conexões com educação, transporte, turismo, lazer, cultura, inovação, sustentabilidade e políticas públicas. Representantes da sociedade civil, do setor privado, de organizações não governamentais (ONGs) e de governos discutiram medidas para tornar o uso da bicicleta ainda mais popular e fazer dela uma prática inclusiva e sustentável para as cidades. Um dos casos citados como bom exemplo foi o do sistema de bicicletas compartilhadas do Rio, parceria da prefeitura com a iniciativa privada e que hoje atende 1,1 milhão de usuários, com 164 estações disponíveis para a população (em breve serão 260).

Bike Parade: ciclistas pedalaram do Armazém 3 do Píer Mauá ao Monumento a Estácio de Sá no Aterro do Flamengo / Alexandre Macieira - RioTur

Das 70 novas estações de Bike Rio em toda a cidade, quatro são na Orla Conde. Há mais de dois anos, a concessionária retirou as bicicletas e estações do Porto Maravilha porque o maior índice de furtos e vandalismo era registrado por aqui. Mas esta semana a Orla Conde ganhou quatro estações do sistema: em frente ao Armazém da Utopia (Avenida Rodrigues Alves, oposto ao número 321), em frente ao AquaRio (Avenida Rodrigues Alves, atrás do AquaRio), em frente ao Armazém 3 (Avenida Barão de Tefé, oposto ao número 7) e Praça Mauá, oposto ao número 13 próximo ao Museu de Arte do Rio.

Mapa mostra as estações de Bike Rio na Região Portuária e Centro / cópia site Bike Rio

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, participou da abertura do evento, almoçou com outros prefeitos e representantes de mais de 30 cidades e pedalou na Bike Parede (bicicleata) que partiu do Armazém 3 e terminou no Monumento a Estácio de Sá no Aterro. 
"No Rio de Janeiro temos um trânsito cada vez mais difícil. E a cidade tem feito tentativas de melhorar seu transporte de massa, com o VLT, metrô, trens. Agora, nada supera as pessoas que andam de bicicleta para pequenos deslocamentos, para irem à escola, ao shopping, ao clube. A cidade precisa ser amigável", comentou Crivella. "A Velo-City é isso: traz os estudos, as experiências internacionais, o que está acontecendo em outras cidades, no sentido de que as pessoas usem mais suas bicicletas. Daí a importância dessa conferência: a imprensa, os médicos, todos falarem bem da bicicleta, dos efeitos para o meio ambiente, para o trânsito e para a saúde", acrescentou.
Com texto da Prefeitura do Rio