VLT chega à Central do Brasil

| 25/10/2017

A Prefeitura do Rio autorizou o início da operação assistida do VLT Carioca na Linha 2 que liga a Rodoviária à Praça XV, com a entrada no sistema da Estação Central do Brasil. Desde sábado (21/10), os trens passam a fazer o circuito completo com 12 paradas, compartilhando trechos com a Linha 1 sob a supervisão da Secretaria Municipal de Transportes (SMTR), da Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio de Janeiro (CET-Rio) e da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região Portuária do Rio de Janeiro (Cdurp). Passageiros já atravessam o histórico Túnel Ferroviário que servia à RFFSA, agora adaptado para a circulação exclusiva do bonde elétrico. Com a linha completa em operação, a expectativa é de aumento inicial de até 40% no número total de transportados, hoje de aproximadamente 44 mil pessoas por dia útil, com picos acima de 50 mil. 

A estação Central, com acesso pela Rua Senador Pompeu, à esquerda da Praça Cristiano Ottoni e próxima ao portão 6 da Supervia, começou a funcionar em operação assistida. O embarque no local garantiu entrada gratuita durante uma semana até o dia 27 de outubro (sexta-feira). Para a população se acostumar à nova estação, na primeira semana, o valor da passagem não foi descontado.  Havia previsão de que a partir de amanhã, a gratuidade seria revogada, mas decisão tomada no fim desta tarde prorrogou a tarifa gratuita para quem continua embarcando na nova estação. 


A Linha 2 circulará das 6h às 20h da Rodoviária à Praça XV e das 20h à meia-noite entre Central e Praça XV. Sinalização ao longo do novo trajeto já informa sobre a passagem do VLT.  Pela nova configuração, os VLTs que saírem da Rodoviária em direção à Praça XV farão serviço de passageiros nas paradas Equador, Pereira Reis e Vila Olímpica antes de chegar à Central. No sentido inverso, as composições que vêm da Praça XV sairão da Central passando por Gamboa, Santo Cristo e Cordeiro da Graça, chegando à Rodoviária. 


Plano de Mobilidade Urbana
A implantação do VLT da Região Portuária e do Centro faz parte do plano de mobilidade urbana da Prefeitura do Rio que focaliza a integração entre os modais e o fortalecimento do transporte coletivo urbano. O trecho adicionado ao sistema permite a troca com trens, terminais de ônibus municipais e intermunicipais, além de oferecer aos passageiros a opção de conectar mais uma estação de metrô. 
A instalação da Estação Central consolida a operação urbana de revitalização da área. Durante três meses, equipes da Cdurp, da SMTR, da CET-Rio, da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb), da Companhia Municipal de Energia e Iluminação (Rioluz), Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), Guarda Municipal, Centro Presente, 5º Batalhão da Polícia Militar (Gamboa), Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Providência, Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, Coordenadoria Regional de Assistência Social, 1ª Região Administrativa, Superintendência do Centro e Concessionária do VLT Carioca trabalharam no trecho entre a Parada Gamboa e a nova estação.  A próxima etapa de implantação da PPP do Município do Rio de Janeiro é a construção da Linha 3, que passará pela Rua Marechal Floriano. As obras deverão ter início em 2018.


  
Operação
Com até nove VLTs em circulação, a Linha 2 passa a rodar com intervalos de sete a 15 minutos nos dias úteis. A estação Rodoviária terá saída de composições a cada 3,5 minutos com revezamento entre as linhas 1 e 2. É importante que os usuários tenham atenção aos painéis dos trens e das estações para confirmar o destino das composições antes de embarcar.  A chegada à Central representa também crescimento de mais de 20% na equipe operacional. Novos condutores e agentes de plataforma e fiscalização passam a atuar no VLT Carioca.
       
Pagamento e Fiscalização
  • A passagem custa R$ 3,80 e dá direito a transferência entre as linhas em até 1 hora. Também é possível utilizar mais de um VLT no mesmo sentido sem nova cobrança durante esse intervalo. O cartão deve ser validado sempre que o passageiro embarcar, para garantir que o tempo de integração esteja vigente. 
  • Em caso de aquisição de cartão, além do valor da passagem, são cobrados R$ 3 como depósito-garantia, reembolsáveis em qualquer loja Riocard. Os cartões são recarregáveis e aceitos em ônibus, trens, metrô e barcas. As máquinas aceitam dinheiro (cédulas e moedas) e cartões de débito Visa, Mastercard ou Elo.  
  • Os terminais não dão troco, mas o valor carregado é revertido em créditos. A recarga também pode ser feita pelo site Recarga Fácil (recargafacil.riocard.com) ou nas lojas e pontos credenciados pela RioCard.  
  • Cada usuário deve ter o próprio cartão. No VLT, não é possível validar a passagem para mais de uma pessoa no mesmo cartão. Todas as composições mantêm agentes da concessionária que atuam em parceria com a Guarda Municipal em ações de fiscalização. A não-validação está sujeita à multa de R$ 170, de acordo com a Lei Municipal 6.065/2016. O valor aumenta para R$ 255 em caso de reincidência (multa mais 50%). 
  • A gratuidade no VLT Carioca está assegurada de acordo com a legislação. Pessoas com mais de 65 anos devem validar com o RioCard Sênior ou apresentar documento de identidade, caso solicitado. Crianças de até cinco anos (inclusive) não precisam de cartão, como nos demais sistemas de transporte público do Município do Rio.
  • Passageiros nas seguintes condições devem obrigatoriamente validar o cartão: Alunos da rede pública de ensinos Fundamental e Médio do Rio de Janeiro (uniformizados) e portadores do cartão de gratuidade para estudante; estudantes de universidades portadores do Passe Livre Universitário; pessoas com deficiência e acompanhantes legalmente autorizados e doentes crônicos e acompanhantes legalmente autorizados.
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PPP do VLT
O VLT serve aos usuários dos diversos sistemas de transporte públicos e distribui passageiros nas regiões que compõem a área central da cidade. Na operação plena, com 32 trens, o tempo máximo de espera entre um trem e outro será de 3 a 15 minutos (de acordo com a linha) e terá capacidade para transportar 300 mil pessoas. Integrado à operação urbana Porto Maravilha, o VLT Carioca é um modelo sustentável de transporte. Movido à eletricidade, preserva a identidade do Rio ao oferecer a opção de Alimentação Pelo Solo (APS), com energia captada por meio de um terceiro trilho instalado entre os trilhos de rolamento do trem, dispensando o uso de fiação aérea (catenárias). A implantação tem custo de R$ 1,157 bilhão, sendo R$ 532 milhões com recursos federais do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade, e R$ 625 milhões viabilizados por meio de uma parceria público-privada (PPP) da Prefeitura do Rio. 

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: A Cdurp chegou a publicar nota hoje à tarde informando a instituição de cobrança a partir de amanhã, sábado (28/10). Após informação repassada há pouco pela concessionária, corrigiu nesta página.