Atropelamentos caem 68,75 por cento na Região Portuária em três anos

Mobilidade, Social | 08/03/2017

As obras do Porto Maravilha sempre se destacaram, mas um aspecto importante da operação urbana é a prestação de serviços públicos municipais. Desde 2011, quando foi contratada pela Prefeitura do Rio, a Concessionária Porto Novo assumiu a operação de trânsito nos 5 milhões de metros quadrados da área legal sob a coordenação da Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio de Janeiro (CET-Rio) e implantou campanha de segurança com diversas frentes que apresentou resultados significativos. No ano de 2013, foram registrados 128 atropelamentos. Para diminuir essas ocorrências, a empresa instalou grades de proteção nas vias de maior movimento: as avenidas Brasil, Francisco Bicalho e Presidente Vargas e as vias Binário do Porto e Expressa receberam mais de 2.500 metros. A iniciativa complementada por ações de marketing nas ruas impactou diretamente a quantidade de atropelamentos, que caiu progressivamente. Em 2016, o índice desceu para 40 ocorrências, número três vezes menor que o pico registrado em 2013.


Entre junho de 2011 e fevereiro de 2017 foram contabilizados 408 atropelamentos
As vias que mais protagonizam acidentes são Avenida Francisco Bicalho, com 188 casos entre junho de 2011 e fevereiro de 2017, seguida da Avenida Presidente Vargas, com 81 atropelamentos no mesmo período. Além da barreira física para evitar travessia em locais proibidos e perigosos, a prefeitura e a concessionária implementaram campanha de conscientização sobre segurança do pedestre. A ação incluiu distribuição de panfletos, abordagem a pedestres por pessoal treinado, fixação de faixas e cartazes em pontos estratégicos e inclusão do tema em oficinas de projetos sociais para orientação da travessia segura.


Agende educativo ajuda senhora a atravessar na faixa de pedestre próximo à Rodoviária Novo Rio
Gerente de Desenvolvimento Econômico e Social da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro, Rilden Albuquerque defende que a redução de incidentes está diretamente ligada às ações preventivas. “Observamos que, além do gradeamento de segurança em locais específicos, a ação social de reeducação de hábitos no trânsito foi fundamental para manter a queda dos números”, analisa. “Tivemos a oportunidade de criar um ambiente novo no que diz respeito ao motorista e ao pedestre e trabalhamos essa conscientização em ações de panfletagem, em campanhas criativas que sempre tiveram como foco a qualidade de vida. A queda no número de acidentes e atropelamentos é resultado disso”, acrescenta.
Texto: Bruno Bartholini